O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Não volto



e não fico assanhado
mas as flores são do coração.

2 comentários:

flor selvagem disse...

Que lindas e coloridas flores, Paulo ! Acho que são papoilas, certo ? Gosto muito de flores, mas não percebo nada de flores... nunca sei os seus nomes ! Gosto delas selvagens, sem famílias, sem etiquetas... sem rosto ! Simplesmente flores... nada mais.

Isabel Santiago disse...

Há um fado cuja letra diz "creio na ocupação do mundo pelas rosas..."
também creio num mundo ocupado pela música e pelas pessoas que são sem porquê...como as rosas; ou pelas pessoas que as vêem ocultas em todas as imagens belas como esta.
creio na ocupação do mundo pelas pessoas que sabem fazer tudo florir...e têm essa arte nas mãos, no olhar e no coração.