O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 29 de abril de 2008

4ª feira, dia 30, Porto - Conferência de Imprensa "Nova Águia" e Conferência sobre Pascoaes e Pessoa

Estarei amanhã, 4ªfeira, dia 30, no Porto, às 15h00, para a conferência de imprensa de apresentação da NOVA ÁGUIA. Será na Fundação José Rodrigues (Rua da Fábrica Social).
No mesmo dia, pelas 18h00, darei uma conferência na Faculdade de Letras da Universidade do Porto: "Teixeira de Pascoaes e o saudosismo de afinidades neoplatónicas. Fernando Pessoa e o esoterismo antipositivista".

Aos Amigos que têm andado mais afastados apelo a que não desemplumem a Serpente. De muitas plumas diferentes ela faz as suas poderosas asas.

Abraços !

P.S. - Farei uma apresentação do meu último livro - "Princípio e Manifestação. Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes" - no dia 20 de Junho, em Amarante, prevendo-se uma visita à Casa-Museu Teixeira de Pascoaes. Quem estiver interessado em vir deixe aqui o seu contacto.

11 comentários:

Anónimo disse...

Qual a relação entre Águia e Serpente ? Qual o sentido de toda esta ebulição aquilino-serpentina ?

uma hipótese disse...

A cultura portuguesa é a cultura do Espírito (Santo, obviamente). O despertar de Portugal é, antes de tudo, um despertar espiritual. Uma vez que a "Política" já está a entoar o seu canto fúnebre (vivemos numa realidade bem mais vasta e complexa do que a pequenina e egocêntrica pólis ateniense), prefiro afirmar que a Cosmopolítica e a Espiritualidade devem andar de mãos juntas.

Senhora da Noite disse...

Acho uma excelente ideia irmos todos a Amarante. Afinal, o tão falado encontro da Serpente pode ocorrer lá, em casa de Teixeira de Pascoaes. Brilhante! Vamos?

schelling disse...

infelizmente nao posso visitar Amarante,
para falar com este homen da saudade, amigo de espirito, que se chama pascoaes...

Anónimo disse...

Pascoaes espera por nós ! E pode-se lá ficar na Pousada da Juventude, de um dia para o outro, a baixo custo. Vale a pena a Serpente ir a Amarante e ao Marão. É um Santuário da Saudade, que não é deste mundo.

Entusiasmado disse...

Se tu fores, Senhora da Noite, decerto não faltarei !...

gaja chata disse...

Estás entusiasmado de tusa pela musa !? Entusasmado... Pasmado de tusa !?...

Anónimo disse...

Ouvi dizer que a RTP vai a esta conferência de imprensa... Será que sabem sequer o que foi "A Águia", no início do séc. XX ? Será que alguém sabe ?

de acordo disse...

Cara hipótese, estou inteiramente de acordo !

Senhora da Noite disse...

Irei Entusiasmado, irei. Mas, não posso ficar... Espantado? Não fiques...



Ó Schelling vai, anda lá. A gente fala por ti, ou melhor não falamos. Não precisamos falar...

Senhora da Noite disse...

Caro Anónimo,

Provavelmente, já toda a gente sabe o que foi "a Águia"... os que não sabem consultem a História da Cultura Portuguesa.



A Águia:

"Revista portuguesa de arte, ciência, filosofia e crítica social publicada no Porto entre 1910 e 1932. Foi o órgão do movimento cultural Renascença Portuguesa.
Entre 1912 e 1916 foi dirigida por Teixeira de Pascoaes, poeta teorizador do saudosismo. A direcção passou também por Leonardo Coimbra e pelo pintor António Carneiro, responsável pela parte artística.
Inúmeras personalidades colaboraram na revista, representando diversas tendências filosóficas e estéticas, mas unidas por um ideal de nacionalismo literário. Entre os seus colaboradores destacaram-se Raul Proença, Jaime Cortesão, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Sampaio Bruno, Afonso Lopes Vieira e Afonso Duarte. Miguel de Unamuno foi seu correspondente em Salamanca. Alguns dos nomes de A Águia vieram a integrar, posteriormente, novas e importantes revistas, como o Orpheu e a Seara Nova."