O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 28 de maio de 2008

O mundo antes e depois de Feuerbach

Deus é o outro de mim. O eu é a essência da Religião.

1 comentário:

Anónimo disse...

E se Deus fosse ateu ? A-teu, alheio a ser Deus e irredutível a qualquer posse, por si ou por outro: nunca seria "teu" nem "seu". Este Deus sim, escaparia ao antropocentrismo religioso e às suas banalidades, de que resulta ainda o pensamento de Feuerbach.