O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 31 de julho de 2008

rosas (só - para não dar bronca)


4 comentários:

Paulo Feitais disse...

Vou comentar as duas rosas: esse camarada barbudo vive onde é preciso... :) E as rosas marcadas pela exuberância da vida. Caro Platero, à porta das férias estas rosas trazem-me recordações de infância e são uma inspiração. Graças por partilhares o teu Deus, as suas rosas e o teu olhar límpido. Um abraço!

Isabel Santiago disse...

É o que dá andar bem acompanhado: nascem rosas destas nos jardins da serpente! Este é um belo roseiral e esta em particular faz lembrar as que o meu padrinho me mandava para dizer o que havia dentro da fundura do seu coração. Parece que o estou a ouvir: "Sr. António, colha ai umas lindas rosas para a minha afilhada Isabel."
Em Junho, o meu padrinho morreu e eu enterrei uma rosa vermelha no chão da sua campa, uma rosa vermelha como esta. O meu padrinho é um jardineiro e a unir-nos, de modo inefável, haverá sempre rosas sem porquê.
Obrigada por tão belas rosas, por tão belas mãos cuidadoras, por tão belo espírito que as dá à manifestação suprema.

Luiza Dunas disse...

Rosemos, ousados, deslumbrados, no Jardim dos Amores.

platero disse...

Para a Luisa

então ro(u)semos