O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lançamento de A TELA DO MUNDO : 6 DEZEMBRO, 17h MUSEU DO FADO


A Tela do Mundo
Por motivos que me são totalmente alheios e, como noticiado pelos órgãos de comunicação social, ocorreu o encerramento da que era propalada como a maior livraria do país,a livraria Byblos, situação que me apanhou totalmente de surpresa, obrigando-me a alterar o dia e o local do lançamento do meu livro A Tela do Mundo para o Museu do Fado (Largo do Chafariz de Dentro, n.º1, Bairro de Alfama, Lisboa), dia 6 de Dezembro, às 17 horas.
Com um renovado entusiasmo e desejo que venham partilhar o nascimento da obra A Tela do Mundo, quase ferida de morte por quem não honra compromissos, pois fui tão apanhado pela "bomba" do fecho da Livraria como todos vós e cujos estilhaços me perfuraram por dentro: o ânimo, a vontade.
Porém gestos generosos , mensagens de múltiplos quadrantes de apoio e incentivo, respeito e convicção pela qualidade do meu livro, pelas pessoas que tanto se têm empenhado em planear e sonhar o seu evento (a produção de imagens prodigiosa de Inês Apolinário, o empenho da criadora de jóias contemporâneas Inês Nunes, da Mónica Cunha, da Cíntia Gonçalves, a colaboração de vários artistas plásticos , da Direcção da Cultura da Câmara M. de Lisboa, na pessoa, minha amiga, de Drª Laurentina Alves P, da Directora do Museu do Fado, Drª Sara Pereira, da Professora Doutora Isabel Clemente (autora do posfácio da obra) e que fará a apresentação do meu livro, de tantos outros, porém, dizia-vos, toda essa dinãmica ditou, com a força de um kantiano imperativo categórico, que o meu livro seja lançado, num espaço lindíssimo, num evento com um prelúdio musical de três guitarristas exímios (Isabella's Bop), com a apresentação de uma especialista maior em filosofia/estética e história de arte, com a leitura polifónica de poemas do livro tendo por fundo a projecção de imagens que serviram de rampa à construção poemática, com um fecho sublime protagonizado na guitarra portuguesa por Luísa Amaro (companheira de vida e de palcos do saudoso Carlos Paredes) e do primeiro clarinetista Gonçalo Lopes, que interpretarão uma composição inspirada nesta obra A tela do Mundo.
Depois haverá autógrafos e, sobremaneira, as dedicatórias sinceras e gratas que quero deixar nos vossos livros, que serão a vida do meu livro, e, finalmente, um beberete oferecido pelo Museu do Fado.

A Todos agradeço. A muitos, desejo e acredito, até dia 6 de dezembro no Museu do Fado para co-celebrarmos o nascimento de A Tela do Mundo.
luís filipe pereira

3 comentários:

saudadesdofuturo disse...

Luís Filipe Pereira,

Muitas vezes, estes contratempos ou mudanças de última hora são um bom augúrio. "A Tela do Mundo" parece-me ser, pelas palavras de apresentação e pelo que aqui publicáste da tua poesia, um excelente "objecto" de arte. Não posso estar presente. Mas hei-de colocá-lo na minha estante. Desejo que seja um excelente lançamento. O envolvimento cultural promete...

luís filipe pereira disse...

Muito obrigado pelas palavras de alento. Muito obrigado pelos votos.
o Livro encontra-se, desde já, à venda, em Lisboa: Livraria da Faculdade de Letras, Livraria Lácio (C. Grande, ao lado da Galeria 111), Livraria Círculo das letras (R. Augusto Gil: eis que na estante se consuma o motivo maior do livro: encontro dos lábios com a paisagem dos dedos (por exemplo assim vejo/digo o quadro "a leitora" de Menez.
luís Filipe Pereira
www.lippepereira.blogspot.com

Anónimo disse...

Muita publicidade é mau sinal...