O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 24 de março de 2009

Entrevista com David Bohm

Artigo escrito por Vera Filizzola e originalmente reproduzido no site Jornal Infinito.

"Por outras palavras: as pessoas intuem uma forma de inteligência que, no passado, organizou o universo, e a personalizam chamando-a Deus”. 
David Bohm

“Poderíamos imaginar o místico como alguém em contacto com as espantosas profundezas da matéria ou da mente subtil, não importa o nome que lhes atribuamos”. 
David Bohm

Nesta série não poderia faltar a presença de David Bohm, uma combinação rara de cientista filósofo e a sua teoria sobre a origem da vida, da realidade, do universo visível e ... mais além.

David Bohm foi considerado um dos maiores físicos especulativos do mundo e um dos teóricos mais influentes da física moderna. Seu primeiro livro (1957) “Casualidade e Acaso na Física Moderna”, tornou-se um clássico no campo da mecânica quântica e é utilizado profusamente em universidades de todo o mundo. Bohm foi aluno de J. Robert Oppenheimer e durante a Segunda Guerra Mundial estudou os efeitos do plasma nos campos magnéticos. Juntamente com outros cientistas – “chegou a uma teoria que desempenha papel importante nos estudos da fusão – fenómeno hoje conhecido como “difusão Bohm”.
Nos últimos anos da sua vida o cientista dedicava-se ao estudo dos fundamentos da teoria quântica e da relatividade, bem como à sua significação filosófica, incluindo as pesquisas feitas no Lawrence Radiation Laboratory, em Berleley.

Pesquisando a natureza da consciência, devido aos problemas que encontrou na mecânica quântica, Bohm descobriu Krishnamurti, o grande filósofo hindu, com que atou uma forte amizade. Juntos, promoveram palestras e debates sobre assuntos importantes e que depois foram publicados em livros.

A exemplo de Fritz Kunz, David Bohm é um dos pouquíssimos cientistas que “por intermédio da ciência” percebeu um universo de verdade, beleza, significação e até bondade, tornando essa percepção convincentemente viva para os demais.

A sua teoria da Ordem Implícita emergiu dos estudos do cientista sobre as variáveis ocultas e a interpretação superficial da mecânica quântica – propondo que uma ordem oculta actua sob o aparente caos e falta de continuidade das partículas individuais de matéria descritas pela mecânica quântica. Bohm, a exemplo de Einstein, mas por razões diferentes, nunca aceitou as interpretações correntes da teoria quântica.

A Teoria da Ordem Implícita
exposta por David Bohm

A idéia básica da ordem implícita: “Em geral, a totalidade da ordem abrangente não se pode tornar manifesta para nós; somente um certo aspecto dela se manifesta. Quando trazemos essa ordem abrangente para o aspecto manifesto, temos uma experiência de percepção. Mas isso não quer dizer que a totalidade da ordem seja apenas aquilo que se manifesta. Na visão cartesiana, a totalidade da ordem, pelo menos potencialmente, é manifesta, embora não saibamos como manifestá-la por nós mesmos. Precisaríamos de microscópios, telescópios e outros instrumentos mais”.

A sugestão básica da teoria de Bohm, de início, é a de que vivemos num mundo multidimensional e a nossa moradia está situada no nível mais óbvio e superficial: o mundo tridimensional dos objetos, espaço-tempo, ou seja, na Ordem Explícita. Neste nível, explica Bohm, “a matéria é de graduação densa e embora possa ser descrita em relação a si mesma, não é a essa a maneira de a explicar e entender com clareza. Infelizmente, é nesse nível que muitos físicos trabalham hoje em dia, apresentando as suas descobertas sob a forma de equação de significado obscuro”.

Então, o que fazer? Bohm indica o caminho: avançar para um nível mais profundo: para a – Ordem Implícita – a fonte e o fundo abrangente de toda a nossa experiência física, psicológica e espiritual. Esta fonte está situada numa dimensão de extrema subtileza, ou seja, na Ordem Superimplícita. E não termina aí, além dela pode-se postular muitas ordens semelhantes “mergulhando numa fonte ou esfera infinita –n-dimensional”.

A filósofa Renèe Weer perguntou a Bohm em entrevista, se isso ocorreria como na teoria de campo de Einstein. Bohm respondeu: “Na ordem implícita, não somente lidamos sempre com o todo (como faz a teoria de campo), mas também dizemos que as conexões do todo nada têm a ver com a localização no espaço e no tempo, mas com uma qualidade inteiramente diversa, denominada abrangência”. A filósofa e entrevistadora pediu maiores explicações: por outras palavras, o importante é a inexistência de locais de cruzamento ou travessia?, perguntou ela. A resposta de Bohm: “Nos modelos antigos, ou uma partícula cruza um lugar, ou uma força ou campo de energia cruza esse lugar; portanto, do ponto de vista da ordem implícita, não vemos distinção fundamental entre Einstein e Newton. Dizemos que são diferentes, mas ambos diferem na mesma medida da ordem implícita”.

O Holomovimento

Ao fundo vasto e dinâmico desta teoria, Bohm chamou –Holomovimento. Segundo Bohm, o holomovimento está situado na esfera do que é manifesto. O movimento básico do holomovimento é o recolhimento e o desdobramento.

“Afirmo que toda a existência é, basicamente, um holomovimento que se manifesta numa forma relativa ente estável”.

Bohm explica que o fluxo está, pelo menos, numa condição de equilíbrio “fechando-se como vórtice que se fecha sobre si mesmo, embora continue a mover-se”.

A entrevistadora quer saber mais – “O senhor disse que essas seriam formas mais densas de matéria e não mais subtis ou menos estáveis”.

Bohm: “Digamos que são formas mais estáveis de matéria. Veja, até a nuvem conserva uma forma estável, de modo a ser vista como uma manifestação do movimento do vento. Da mesma maneira, a matéria como que formaria nuvens no interior do holomovimento e elas manifestariam o holomovimento aos nossos sentidos e pensamentos comuns”. 

Seriam todas as entidades e... nós mesmos, com todas as nossas faculdades, formas do holomovimento? 

Bohm: “Sim, e também as células, os átomos. Acrescento que isso começa a favorecer a compreensão da mecânica quântica: esse desdobramento constitui uma ideia directa do que é entendido pela matemática da mecânica quântica. Estamos a falar precisamente sobre o que chamamos transformação unitária ou descrição matemática básica do movimento na mecânica quântica. Trata-se simplesmente da descrição matemática do holomovimento”.

Relação entre o Holomovimento e a Matemática da Moderna Teoria Quântica

Bohm: “A matemática moderna da teoria quântica considera a partícula como um estado quantizado do campo, Istoé, um campo espalhado no espaço, mas, de alguma forma misteriosa, dotado de um “quantum” de energia. Cada onda do campo apresenta um certo “quantum” de energia proporcional à sua frequência. Considerando-se o campo electromagnético no espaço vazio, por exemplo, verá que cada ponto possui aquilo que se chama energia em ponto zero, abaixo do qual não pode descer, mesmo não havendo energia disponível. Se se pudesse juntar todas as ondas numa região qualquer, descobriria que estão dotadas de uma quantidade infinita de energia já que é possível um número infinito de ondas. Entretanto, talvez estejamos certos ao supor que a energia não pode ser infinita, que não é possível continuar adicionando infinitamente ondas cada vez mais curtas, cada qual contribuindo para a energia. Deverá haver uma onda de comprimento mínimo, caso em que o número total de ondas saia finito, como finita também seria a energia.

Qual seria o comprimento mínimo? Parece existir razão para suspeitar que a teoria gravitacional será capaz de proporcioná-lo, de acordo com a relatividade geral, o campo gravitacional também determina a significação de “comprimento” e mensuração. Quando afirmamos que o campo gravitacional é constituído de ondas quantizadas dessa forma, descobre-se que existe um determinado comprimento abaixo do qual o campo gravitacional se tornaria indefinível em virtude do movimento em ponto zero; não se poderia, então, definir o comprimento. Assim, pode-se afirmar que a propriedade da mensuração, o comprimento, desaparece a curtas distâncias, num local em torno de 10‾33 cms. É uma distância bem pequena, pois as distâncias mais curtas que os físicos demonstraram são de 10‾16 cms, mais ou menos, ou seja, um longo caminho a percorrer. Caso se avaliasse a quantidade de energia no espaço, com essa onda de comprimento mínimo, concluir-se-ia que a energia existente num centímetro cúbico ultrapassa de muito a energia total da matéria conhecida no universo.

Como entender tal coisa?

Assim: a teoria moderna afirma que o vácuo contém toda a energia até então ignorada (pelos físicos) por não poder ser medida por instrumentos. Ora, nos termos da filosofia, apenas o que pode ser medido por instrumentos dever ser considerado real, em que pese o facto de alguns físicos informarem a existência de partículas absolutamente não-mensuráveis por qualquer instrumento. Só o que se pode dizer é que o actual estágio da física teórica implica a aceitação de que o espaço vazio possui essa energia, sendo a matéria tão somente um pequenino desdobramento dela. Assim, a matéria não passa de uma minúscula onda nesse portentoso oceano de energia, embora dotada de relativa estabilidade e revestida de caráter manifesto. Adianto, pois, que a ordem implícita aponta para uma realidade que ultrapassa de muito aquilo que denominamos matéria. A matéria é apenas uma ondazinha nesse contexto... Nesse oceano de energia, precisamente, que não está primordialmente no tempo e no espaço, mas na ordem implícita... Não manifesta. E pode manifestar-se nessa pequenina porção de matéria... Supõe-se que a fonte última é imensurável, fora do alcance de nosso conhecimento. São estes os termos da física contemporânea.

Bohm faz uma importante descoberta , esclarecendo como a energia que emana do Todo, da ordem implícita, pode assumir aspectos diferentes em indivíduos diferentes. Ele esclarece as dúvidas dizendo que “o todo é enriquecido pela introdução da diversidade e pela realização da unidade da diversidade... A individualidade só é possível enquanto desdobramento do todo." 

Seria ela, então, um egocentrismo?

O cientista-filósofo afirma que o egocentrismo não pode ser confundido com individualidade, o primeiro é baseado na auto-imagem, um erro, uma ilusão. A segunda desdobra-se a partir do todo de maneira particular e num momento particular.

A Evolução

A natureza, sob determinados aspectos, cria através da evolução. Bohm já havia manifestado, na sua teoria, assertivas muito originais como: “somos capazes de ordenar o que fazemos, podemos desempenhar um papel funcional na produção de uma ordem superior, que seria inviável sem nós. Não apenas a modificamos levemente, mas, principalmente, embora provoquemos minúsculas mudanças no todo, isso é crucial para que essa ordem possa transformar-se em algo novo, capaz de pôr em ação o seu potencial... Somos parte do movimento, não há separação entre nós e ele; somos parte da maneira com que se molda a si próprio”.

O Génesis – A Criação do Universo

“A idéia actual do universo pode representar algum estágio de um universo maior, um universo de luz. Até onde podemos perceber, esse universo de luz é eterno. Entretanto, a certa altura, alguns desses raios luminosos se juntaram e produziram a grande explosão – o Big-Bang. Isso desencadeou o nosso universo, que também terá um fim”.

O cientista especifica onde está situado este universo luminoso – além do tempo – o que pode significar que existam outros universos além do nosso, com várias idades, várias eternidades, e necessariamente, não serão sucessivos.

Descartes, na física, vê o movimento como sendo uma entidade ou qualquer coisa que se mova de um ponto a outro. O holomovimento de Bohm não concorda com o pensamento cartesiano, o seu holomovimento é manifestação e não-manifestação. Nele, a ordem implícita se torna manifesta e não-manifesta e assim por diante.

O Universo Pensa? Criação e Seleção

"Sendo a ordem explícita – o universo de luz – a fonte de toda a manifestação, podemos supor que, talvez, o universo pensa... O universo tenta uma variedade de formas. A selecção natural explica como as coisas sobrevivem depois da sua emergência ou aparição, mas não explica porque tantas formas surgiram. Parece existir uma tendência em produzir formas e estruturas, sendo a sobrevivência ou selecção natural um mero mecanismo que escolhe as formas destinadas a durar. Toda a forma incompatível consigo mesma ou com o meio ambiente está fadada ao desaparecimento. Penso que o universo aprende”.

A Produção de Formas

Bohm: A semente: energia e nutrientes vêm do sol, doar, da terra, da água e do vento, mas a própria semente tem pouquíssima energia. No entanto, possui a forma da planta e essa minúscula energia ou forma se imprime em todos os outros factores para produzir a planta. Essa pitada de energia governa, de algum modo, o desenvolvimento subsequente, de modo que o sistema inteiro se destina à produção de uma planta e não de um cão, de um gato ou de outra coisa qualquer... Pensamento e matéria são ordens muito parecidas. Podemos dizer que a natureza ou a matéria também é criatividade e pensamento intuitivo. Assim, num certo sentido, a natureza tem vida. E inteligência. Ela é mental e material, como nós. Se alguém é percebido como inimigo, a matéria se organiza de maneira diferente do que o faria caso se tratasse da percepção de alguém amistoso. O eléctrão faz praticamente o mesmo que nós, ao reagir a determinada situação. Ele observa o ambiente. 

O Que Seria a Matéria para Bohm?

Bohm, falando sobre a metáfora existente no misticismo: iluminado, iluminação, fez-se a luz - chega a uma conclusão muito importante sobre a origem da matéria à luz da física moderna.
Bohm: “Quando um objeto se aproxima da velocidade da luz, segundo a relatividade, seu espaço interno e seu tempo interno mudam; o relógio se atrasa em relação a outras velocidades e a distância é encurtada. Descobre-se que as duas extremidades do raio luminoso não guardam tempo ou distância entre si, representando consequentemente um contacto imediato (esclarecido pelo físico G. N. Lewis nos anos 20). No ponto de vista da moderna teoria de campo, os campos fundamentais são os dotados de energia superior, em que a massa pode ser negligenciada; eles poderiam mover-se à velocidade da luz. A massa é um fenómeno originado da ligação dos raios luminosos no seu avanço e recuo, uma espécie de consolidação num dado esquema. Então, é como se a matéria fosse luz consolidada, congelada. A matéria não se constitui apenas de ondas electromagnéticas, mas, num certo sentido, de outros tipos de ondas que avançam à mesma velocidade. Portanto, toda a matéria é condensação de luz em esquemas que avançam e recuam a velocidades médias, inferiores à da luz. O próprio Einstein teve vislumbres dessa ideia. Diríamos que vir à luz, significa assumir a actividade fundamental onde a existência se embasa, ou, pelo menos, aproximar-se disso”.
“A luz é o meio através do qual o universo inteiro se concentra em si mesmo... É uma condição real, pelo menos no quadro da física... A luz é energia, informação. Conteúdo, forma e estrutura. É o potencial de tudo”.

David Bohm preocupou-se com o tema da “consciência” e o fez de uma forma tão magistral que, resguardando-se a essência da sua interpretação, segundo a sua teoria, o neurofisiologista Antonio Damásio teve nele um precursor de monta: Bohm acreditava na consciência como não apartada da matéria e do processo neurofisiológico. Muitos dos leitores estarão curiosos em saber o que os colegas de David Bohm, os cientistas da física, pensariam sobre toda esta teoria que reunimos aqui.

Bohm: ...”A física moderna não passa de um sistema destinado a computar e fornecer resultados empíricos. De fato, considero que toda a idéia nova deve pressupor o livre jogo da mente, sem demasiada consideração pelos resultados empíricos”.

Perguntado se os físicos convencionais aceitariam a sua teoria, Bohm respondeu – Eles já aceitaram, mas acrescentou também que eles diziam-lhe o seguinte: “Para que serve? Não produz nada diferente daquilo que já fizemos. Só nos interessam resultados empíricos. – Levá-la-emos em consideração quando começar a fazê-lo, levaremos tudo em consideração”.

O físico lamentou então “um dos erros da ciência”, também os estendendo à nossa sociedade: “O resultado empírico como principal objetivo é o que apresenta como verdade, desde que tenha por trás de si argumento lógico-matemático”.

Consensos

“O electrão “observa”, “presta atenção”, reúne informação a nosso respeito, a respeito do universo inteiro. Apreende o universo e responde de acordo com essa apreensão. Portanto, num sentido literal: ele observa”.

“O ensino da física decaiu muito; foi se tornando cada vez mais dogmático e mecânico, o que é lamentável. Todas as questões candentes dos anos 30 se desvaneceram completamente. O que se faz hoje é apresentar fórmulas aos estudantes e declarar: “Isso é a mecânica quântica”. E assim a nova geração vai escrevendo livros sem uma base sólida, esquecendo as profundas questões filosóficas que sempre foram o sustentáculo da abordagem total da física”.

“Observando a natureza, veremos que formas elaboradas e complexas não podem ser explicadas pela mera exigência da sobrevivência. Se nossa noção de tempo postula a criatividade de cada momento, então, a todo o momento, é possível que surjam novas estruturas, coexistindo com algumas antigas. Podemos então dizer que a natureza está constantemente explorando novas estruturas de maneira intencional, e, quando estas se mostram capazes de sobreviver (mediante processo de reprodução), tomam corpo e se tornam estáveis”.

“Antes da grande explosão – Big-Bang – não existiam moléculas, quarks e átomos, segundo declara a física moderna. Se pois afirmamos que havia leis fixas e imutáveis que regiam moléculas e átomos, o que acrescentaremos se remontarmos ao tempo onde eles sequer existiam? A física nada tem a dizer sobre isto. Só pode declarar que, num determinado estágio, essas partículas se formaram. Portanto, deve ter havido um desenvolvimento real em que a necessidade se fixou mais e mais num determinado campo. Vê-se isso quando se esfria uma substância que se liquefaz: primeiro aparecem grumos líquidos transientes, que depois vão se consolidando. Os físicos explicam isso alegando que as leis das moléculas são eternas; as moléculas são meras conseqüências dessas leis, meras derivações delas”.

Recuando no tempo perguntamos: “Onde estavam as moléculas? A resposta é: Bem originalmente, protões e electrões, que eram originalmente quarks, que eram originalmente subquarks... E chegamos ao estágio em que nenhuma dessas unidades existia e no qual esse esquema todo se esfuma! Pode-se então dizer que, em geral, os campos de necessidade não são eternos: estão constantemente se formando e desenvolvendo”. 

“Além de clara e profunda, a teoria de Bohm tem o mérito de poder ser considerada a primeira, em todos os tempos, a revelar e provar no plano científico, algumas verdades seculares que até então podiam apenas ser aceitas e compreendidas pela fé”. 

Eduardo C. Borgonovi.

Bibliografia:
· Diálogos com Cientistas e Sábios –Renèe Weber ed. Cultrix
· O livro das Revelações – Eduardo Castor Borgonovi – ed. Alegro
· Krishnamurti, & D. Bohm – Truth and Actuality – Victor Gollanez Ltd.
· A Totalidade e a Ordem Implicada – David Bohm – São Paulo – Cultrix.

13 comentários:

Homen de Papel disse...

E uns pés pintados de anil?

Homem de Papel disse...

e eu que estava sentado e vi a minha alma de pé, a sair de mim... dissendo-me, se ficares sentando nunca mais serei a tua alma.
Respondi,volta porque eu não sou um 'touro sentado' sou volúvel como o papel.

Anónimo disse...

E que tem isso a ver com o post?

Madalena disse...

Talvez "reality engineering"...

Homem de disse...

tem a ver com serpente, eu vi a minha alma sair de mim, senti empiricamente uma ausência, e vocês porque 'postam'
espero que a vossa não vos faça, o que a minha me fez.
pensem, eu sou o Homem de Papel

Madalena disse...

Sim, já sei, ama uma fotografia...

Homem de Papel disse...

desculpem, dizendo-me, a fotografia era a minha, palavra da qual falam sem a referir,alma

Madalena disse...

Ama a sua própria fotografia? A alma, a existir, não está numa fotografia. A fotografia é apenas um conjunto de luz e sombra, incidindo sobre matéria, "luz congelada", como refere Bohm. Mas que sei eu? Afinal, o Homem de Papel não sou eu...

saudadesdofuturo disse...

Cara Madalena,

É muito interessante a matéria que traz aqui,embora o texto seja um pouco extenso, para ser aqui e agora apreciado. Conhecia já de algumas leituras essas mesmas e fascinantes ideias de Bohm. Irei relê-lo.
Entretanto, não pude deixar de reparar nos comentários do "Homem de Papel, que ultimamente se tem queixado muito de lhe faltar qualquer coisa (ou a alma ou a fotografia, ou uma coisa e outra...não percebi bem....)Não sabendo do que se trata, não pude deixar de sorrir, Madalena, com o seu último comentário, já em "desespero de causa": Afinal, o Homem de Papel não sou eu...
Sorri, de verdade, e isso az-me muito bem.


Um beijo de Saudades

Inês disse...

Ó Homem de Papel, como é que te sentes sem alma? Podes explicar?

Homem de Papel disse...

des-almado

Inês disse...

Como é que uma divindade como tu perde a alma e se reduz a "homem de papel"?

Homerm de Papel disse...

a única divindade que conheço ´a ausência